8 Abertura

Luiz Algarra, Miguel Nicolelis, Françoise Trapenard e Viviane Mosé

Às 11h, em ponto, o Mestre de Cerimônias Luiz Algarra subiu ao palco para dar as boas vindas ao público presente ao segundo dia do RIA Festival.

Bom dia a todos, sejam muito bem-vindos ao segundo dia do R.I.A. Festival. Um evento co-criado com muito carinho pela Fundação Telefônica-Vivo, pelo Itaú Cultural, pelo Centro Ruth Cardoso e pela Itsnoon. E aí como viveram o dia de ontem? Lidar com caos, com a construção e a desconstrução, com a co-criação, com a criatividade, com a reflexão em muitos momentos é complexo para nós que viemos da era industrial e estamos passando pela transição para a nova era, mas o grande barato é esse, construirmos o mundo e ao mesmo tempo sermos construídos por ele. Aqui não há o certo e o errado, não há quem é bom e quem é ruim, mas um grande fluxo do que nós estamos chamando de autoconhecimento coletivo.

Poder conhecer a si mesmo é muito bom, mas poder conhecer outros seres humanos é melhor ainda. Muitas Reflexões, muitas Interações e muitas Ações ocorreram no primeiro dia e cruzar a fronteira do desconhecido é um exercício apaixonante, vibrante. Luiz continuou:

Então eu pergunto novamente, em que estas mudanças podem ser diferentes de outras que já experimentamos? O que desejamos conservar quando propomos estas mudanças? O que você imagina que poderia levar as pessoas a rejeitar as mudanças? Se pudesse envolver outras pessoas para tratar essas mudanças, quem você convidaria? Que situação-problema, comum ou extraordinária, levaria as pessoas a interagirem entre si, de modo criativo, para a construção de uma mudança?A mudança trará benefícios percebidos por quais sujeitos do sistema? Qual será a finalidade da mudança, ou quais propósitos ela deve efetivar, de modo a atender a sociedade? Que visão de mundo está neste momento orientando esta mudança? É a visão dos (alguns dos) inovadores ou dos (alguns dos) afetados?

O dia começou com um Painel onde o pensamento filosófico e o pensamento científico se cruzaram ao falarmos sobre nós mesmos, Seres Humanos. Afinal, cremos que haverá, se é que já não existe uma fusão entre homens e máquinas? Que modelo de Ser Humano é esse que está emergindo? E o quão são apaixonantes as descobertas sobre o cérebro humano, não é? São estas inquietações que estão nos convidando para a nossa conversa deste segundo dia do R.I.A. Festival.

Neste momento, subiram ao palco a mediadora do Painel Somos Seres Digitais?, Françoise Trapenard, presidente da Fundação Telefônica-Vivo, a filósofa Viviane Mosé, e o neurocientista Miguel Nicolelis para uma deliciosa conversa.

 

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