1 Abertura

Dua SouKast abre o R.I.A. Festival

 

O duo SouKast abriu o festival com uma intervenção musical. O tom calmo e suave das músicas permitiu que o público se concentrasse no que viria a seguir. O show durou cerca de 20 minutos. Em seguida, Luiz Algarra subiu ao palco para dar as boas vindas ao público presente ao R.I.A. Festival, evento co-criado pela Fundação Telefônica-Vivo, pelo Itaú Cultural, pelo Centro Ruth Cardoso e pela ItsNOON:

O que nós vamos viver nestes dois dias? Bem, eu não sei. Por que a ideia do R.I.A. é lidar com caos, com a construção e a desconstrução, com a co-criação, com a criatividade, com a reflexão em muitos momentos. Eu diria que nós viveremos aqui não um momento só de autoconhecimento, onde eu reflito comigo mesmo, sobre mim. Mas o convite aqui é para inauguramos um espaço de autoconhecimento coletivo, onde refletiremos nós com nós mesmos, no qual a agenda é apenas um fluxo. Nosso desejo é podermos estar juntos, ter ideias juntos, e assim for, errar juntos, afinal errando juntos aprendemos mais rápido. O que cá pra nós é muito melhor do que acertar sozinho. Estejamos abertos e deixemos acontecer, nesses 2 dias, o que quiser acontecer.

A troca do medo do desconhecido pela curiosidade. Fazer da arte um espaço de interação. Exercer o inalienável direito humano de sermos nós mesmos, propositivos e conscientes do grande poder e da grande responsabilidade de compartilhar.

Vamos nos reunir livremente. Vamos inventar, propor, vamos nos permitir ao engano. Vamos trocar o medo do desconhecido pela curiosidade porque esta nos move. Vamos exercer o inalienável direito de sermos humanos. Viver o grande movimento de transição. Viver a transição, o protagonismo coletivo, a cultura digital…

Que transição é esta da sociedade? O que é essa tal de cultura digital? Em que, estas mudanças podem ser diferentes de outras que já experimentamos? O que desejamos conservar quando propomos estas mudanças? Estes foram alguns dos temas amplamente debatidos durante o R.I.A Festival em sua edição 2012.

Às 10h45, Mestre de Cerimônias, Luiz Algarra, sob ao palco para dar início ao R.I.A. Festival.

 

Antes de falar sobre a programação, Luiz chamou ao palco Françoise Trapenard, presidente da Fundação Telefônica-Vivo, e Regina Célia Esteves de Siqueira, superintendente do Centro Ruth Cardoso, parceiros desta ideia do R.I.A. Festival, juntamente com o Itaú Cultural e a curadoria da ItsNOON para darem as boas-vindas à todos os participantes e platéia.

Françoise Trapenard apresentou o gráfico do Modelo de Mudanças de Sistema para ilustrar a transição da sociedade e falou sobre o quão instigante, o privilégio de vivermos nesta era, apresentando um paralelo histórico com o período entre o final da Idade Média e o Iluminismo:

  1. Final da Idade Média foi uma longa e agonizante época de mudança
  2. Trilogia negra: fomes, pestes e guerras.
  3. A transição vai do século XV (Renascimento) ao século XVII (Iluminismo)
  4. Mudança do modelo social: monarquias religiosas sendo substituídas por laicas ou repúblicas; expansão do mundo com as grandes navegações marítimas e a descoberta de novos povos.
  5. Mudança do modelo econômico: do feudalismo ao capitalismo.
  6. Mudança da visão de homem: de ser submisso ao poder divino, para o homem centro de todas as coisas, dotado de razão e vontade.
  7. O mundo passa a ser cenário das ações humanas e não mais a expressão da vontade divina.
  8. Esta trajetória tem marcos importantes relacionados ao conhecimento. Ela começa no Renascimento, com a invenção da imprensa e a abertura de universidades laicas.
  9. E culmina no Iluminismo com a criação da grande Enciclopédia. Ela tinha 35 volumes e vendeu 25.000 exemplares quando foi editada.

Características da nossa época:

  1. Estamos novamente numa longa e agonizante transição. Muitos tentando revigorar o sistema existente e muitos outros tentando de forma pioneira encontrar novos caminhos.
  2. Evidencias da nossa trilogia negra não faltam. Vou citar duas delas diretamente vinculadas ao capitalismo, em minha opinião: a pobreza e o aquecimento global.
  3. Nossa intenção com o RIA Festival é realmente a de reunir os pioneiros e os pensadores contemporâneos desta transição, para refletir, interagir e agir em três dimensões fundamentais deste novo: o modelo de sociedade, o modelo econômico e o projeto de homem.
  4. Nossa crença é que a sociedade do conhecimento e a cultura digital estão alterando nossa dinâmica de ser, sentir e agir no mundo. E que gerar espaços como esses amplia o impacto desta emergência porque criamos novas redes, caem novas fichas, criam-se novos espaços de ação.
  5. Idealizamos um caminho de mão dupla: que estes dois dias possam oferecer tudo isso a vocês que vieram fazer esta jornada conosco. E que cada um de vocês nos ajude também a ver novas possibilidades, desconhecidas para nós até então.

Regina Célia Esteves de Siqueira, superintendente do Centro Ruth Cardoso e Françoise Trapenard, presidente da Fundação Telefônica-Vivo

 

O R.I.A. Festival apresentou três grandes painéis de Reflexão e Interação. Cada painel representando eixos de compreensão sobre a sociedade conectada, começando pelo painel sobre a Estética desta Sociedade, seus dilemas, como ela se organiza para consumir, protestar, mobilizar para causas, resolver problemas complexos. Discutiu Economia, os fundamentos econômicos, paradigmas econômicos atuais, Economia Criativa, Economia da Cultura, modelos econômicos que estão emergindo. Discussões fundamentais sobre o Humano, como ele fica nesta história. Discute se somos mesmo Seres Digitais, Seres Conectados e de qual tipo de conexão estamos falando.

Após cada um dos painéis palestrantes e público foram convidados para se conectarem com outros espaços de Reflexão, Interação e Ação, que ocorreram paralelamente. Oportunidade para maior reflexão, interação com o outro para partir para uma ação, ou não. Em uma sala em frente ao Festival de Ideias, atrás da bilheteria, aconteciam os Open Spaces, onde qualquer um poderia propor temas para conversar e as pessoas se clusterizarem em torno destes assuntos. Além disso, o gramado do Parque também era ocupado por parte do público. Era só sentar e conversar. Todos orientados pela equipe de apoio da Co-Criar.

No teatro aconteceram as sessões dos Diálogos Criativos, onde todos puderam interagir, refletir por meio da arte, da palavra, da imagem e do som. No foyer, pessoas se reuniram no Festival de Ideias, para ajudar a co-criar as 21 ideias selecionadas e que interagiram desde abril em encontros virtuais e presenciais. Ou seja, o R.I.A. Festival foi um local e um momento ideais para arregaçar as mangas e partir para a ação.

 

Assista vídeo sobre o Festival

 

Luiz Algarra convidou 21 empreendedores para subirem ao palco e num pitch de 1 minuto para cada um, eles falaram o nome e apresentaram uma ideia. A plateia foi convidada a, voluntariamente, colaborar com o seu Tempo, Talento e Trabalho para ajudar os grupos na co-criação, montagem de um plano de negócios, roteiro para vídeos, ppts de apresentação, etc.

Os empreendedores e respectivas ideias foram:

  • Thiago Garcia Da Silva (Laboratório de química Sifteo)
  • Rafael D Alessandro Pires (Villa em Pé)
  • Romeo Prado (Aplicativo de celular para mapear cães abandonados nas ruas)
  • Breno Castro Alves (Mapas de Vista e sua comunidade)
  • Gabriel Gomes (Job.me)
  • Regina Carmela (Caminho das Águas)
  • João Paulo (Consumo Colaborativo para uma vida mais feliz)
  • Rafael Henrique Siqueira Rodrigues (Criando colaborativamente um Co-Working)
  • Monica Beatriz Galiano (Tecendo Redes)
  • Vinicius Machado (Amigo Saúde)
  • Lucas Piccoli Weinmann (Ativação das Coberturas)
  • Marcos Ummus (CicloCenso Paulistano)
  • Sabrina Duran (BikeIT! – site de mapeamento de lugares amigos da bicicleta)
  • Jeoás Farias (Rotas em Comum)
  • Edilberto Sastre (Documentário a vida fora da escola)
  • André Silva (Centro de Convergência de Valor)
  • Seije Fujita (1 Pacto Social)
  • Valéria Farhat (eDOOK – plataforma de empoderamento autoral)
  • Ipolos Kawn (Rede social baseada no conceito de GIft Economy)
  • Mauro Pires Neto (Esquadrilha da Risada – Cultura e Diversão nos Aeroportos)
  • Diego Alvarez Nogueira (Ajude.me)

Antes de iniciar o primeiro painel de discussão foi divulgado o endereço na internet onde o festival pode ser acompanhado, on-line: www.riafestival.com.br. Todos puderam também interagir com o evento pelo Twitter, através da hashtag #riafestival.

A abertura do primeiro dia do R.I.A. Festival terminou com o convite a Pierry Lévy e Gilberto Dimenstein,  participantes do painel A Construção da Cultura Digital – Estética de uma nova sociedade, mediado por Françoise Trapenard, presidente da Fundação Telefônica,  a subirem ao palco.

 

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