17 Basics of a Knowledge Civilization (Apresentação de Pierre Lévy)

Pierre Levy iniciou sua “contribuição teórica” informando que seu objetivo era apresentar uma “utopia”: a utopia da civilização do conhecimento. E apresentou algumas questões básicas à plateia: O que seria o conceito básico, os valores básicos dessa sociedade, e qual seria a economia dessa sociedade do conhecimento?

 

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Pierre Levy iniciou sua “contribuição teórica” informando que seu objetivo era apresentar uma “utopia”: a utopia da civilização do conhecimento. E apresentou algumas questões básicas à plateia: O que seria o conceito básico, os valores básicos dessa sociedade, e qual seria a economia dessa sociedade do conhecimento?

Informou que ao apresentar conceitos hipertextuais e por pensarmos em hipertexto e rede, decidira apresentar suas ideias em uma rede de hipertextos. Essa representação pode ser consultadas nos slides da sua apresentação.

Cinco conceitos básicos foram discutidos.  A polaridade, dialética, entre virtual e real. O real é o que tem abordagem específica no espaço e no tempo. O virtual, tão abstrato, é o que não tem abordagem específica no espaço e no tempo.

Os três outros conceitos são sinalser e coisa. Conceitos de semiótica. Um exemplo: ao dizer a palavra “microfone”, esta é sinal. O objeto em si é a coisa. E a mente que faz a conexão do sinal com a coisa real é o ser. Para atingir o significado, nós temos que interpretar os três. O mesmo funciona para virtual e real. Eles existem de forma dialética.

Pierre alertou que ao pensarmos sobre essa noção de consciência coletiva, redes de documentos é o aspecto básico da comunicação, mas precisamos também de pessoas, de uma redes de pessoas, podendo a sociedade, rede de redes, representação redes boas e ruins, sendo redes boas, aquelas em que  as pessoas se confiam e se ajudam. Finalmente, temos as redes biofísicas, materiais, equipamentos. O que é realmente útil, considerou Lévy, é a interdependência entre esses 3 tipos de redes.

Seguindo para o aspecto virtual, mais abstrato, o que corresponde a redes de documentos é a rede de conhecimentos, na mente das pessoas, o conhecimento, a ciência acadêmica e todo tipo de conhecimento útil. Redes correspondentes às redes de pessoas, são redes de governança, valores, direitos e obrigações. Aspecto importante. Finalmente, temos as redes de poder. Sem habilidade e dinheiro nada pode ser feito. O que rege tudo é a inteligência coletiva. Quanto mais interdependência positiva entre nós maior inteligência coletiva.

Inteligência pode ser decomposta em inteligência formal, emocional e inteligência prática. Tudo tem que ser pensado de forma interdependência. Essa é a informação básica sobre inteligência coletiva. O que fazemos sobre economia da informação aprendemos colaborativamente.

Ao falar da ideia do aprendizado pessoal, Lévy alertou que muitas vezes, pensamos que não precisamos fazer esforço pessoal para aprender e acrescentar à sociedade. Isso é um erro, pois não podemos esqueçer que a inteligência coletiva emerge do conhecimento de todos. O trabalho é aprender. o capital e acumulação de conhecimento que pode ser usado por todos, como Wikipedia, por exemplo, conhecimento capital que todos podem acessar, é construído pelo trabalho individual. Conhecimento explícito e qualificado. O conhecimento pessoal já é outra coisa, é implícito.

Pierre também diz que temos que compreender toda mensagem que está circulando na rede, ler e compreender o que se lê. Depois devemos estar conscientes do valor das pessoas e instituições que estão criando os documentos e informações. A fonte das informações é competência chave. Atualmente, quase todos são jornalistas. portanto nossa responsabilidade é maior: dar valor à fonte.

Finalmente, precisamos definir prioridades já que somos afogados de informações. Precisamos saber o que aprenderemos e como contribuiremos. Decisão importante, pois se não a fazermos, não somos úteis. Essa competência é dos gerentes, líderes, só que na sociedade do conehcimento, todos podem ser gerentes e líderes. Gerenciar prioridades. Você compreende o que lê, acessa fontes e decide prioridades. Isso no nível individual. No nível coletivo, você tem que categorizar documentos para outras pessoas. Quando estamos no Facebook, ou outra rede social, nossa meta é categorizar informação para os outros. E, naturalmente, temos que categorizar a informação para nossa própria memória, mas também temos que categorizar para a memória da comunidade. Tem um jogo de informação coletiva nessa organização. No Delicious e em outros sites de social bookmark, o que lá estão fazendo é categorização coletiva.

O segundo aspecto é a identificação das fontes. Também é jogo coletivo. Precisamos de fontes especiais e fonte, Pierre nos lembra, não é Twitter, nem Facebook. Estes são redes de comunicação, mas fontes são pessoas e instituições. Produzimos as informações coletivamente. Acumulamos capital coletivo, explícito e aprendemos coletivamente. Esse é um processo geral.

Por fim, Pierre falou sobre valores, éticas e virtudes adaptadas a uma sociedade do conhecimento. A polaridade entre o virtual e real. A polaridade entre a humildade, ou a consciências dos “limites”. Quando o conhecimento é mais importante e essencial, Pierre nos mostra que, ainda assim, o conhecimento nunca é absoluto, ele é valido entre limites específicos, e, aí, entra a humildade do conhecimento, a compreensão de que não sabemos de tudo.

Outro aspecto importante, lembra Pierre Lévy, é a transparência. Também essa noção importante de que temos que ser explícitos em relação à forma como o conhecimento foi produzido, suas fontes, financiamentos etc. Toda circustância da criação do conhecimento deve ser transparente. Com humildade, temos autenticidade, solicitude e sensitividade. Os aspectos econômicos nos aconselham a manter pés no chão. Dados públicos, pensamentos, ideias de uso devem ser públicos. Modelos para visualizar dados e informações devem ser abertos também. Ética aberta, ou seja, cada vez que tivermos julgando, critérios e procedimentos devem ser públicos.

Economia aberta, principalmente, na administração pública Os mercados devem ser abertos. Devemos saber os preços, os recursos, os negócios. Nada deve ser escondido. Quando tudo é baseado em conhecimento, nós sabemos que há um limite, pois o conhecimento não é absoluto.

 

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