R.I.A. Festival

O cientista Miguel Nicolelis responde perguntas da platéia durante o Ria Festival.

A Cultura Digital não para de se transformar. Nesse mundo onde tudo acontece simultaneamente, ativistas sociais, líderes digitais e público em geral participaram, nos dias 22 e 23 de agosto, no Auditório do Ibirapuera, do R.I.A. Festival, um evento realizado pela Fundação Telefônica Vivo, com apoio do Itaú Cultural, do Centro Ruth Cardoso e da ItsNOON, para discutir a cultura digital, através da reflexão, interação e ação.

A iniciativa apresentou formato inovador. Ao mesmo tempo em que promoveu painéis, abriu espaços para interação de ideias (através dos módulos “Open Space”) e para ações culturais (através dos módulos “Diálogos Criativos”). Além disso, concomitantemente, foi realizada uma das etapas do Festival de Ideias, ação on-line onde qualquer cidadão pode exercitar o empreendedorismo em prol da sociedade e que é promovida pelo projeto Alfabetização Solidária do Centro Ruth Cardoso. Durante o R.I.A., foram selecionados os projetos que receberão investimento (verba-semente) para seus desenvolvimentos.

Com curadoria da ItsNOON, o R.I.A. apresentou, durante dois dias, debates sobre redes de aprendizagem, economia e relacionamento na era digital, entre outros temas. Paralelamente às palestras com especialistas de renome, os participantes usufruiam de um espaço para discussão mais aprofundada dos temas abordados e um ambiente para ações criativas por meio da arte, dividido em três pilares: a palavra, a imagem e o som.

Entre os palestrantes, o R.I.A. Festival contou com a participação de Viviane Mosé, filósofa e articulista da Rádio CBN, Eduardo Giannetti da Fonseca, economista e cientista social; o jornalista Gilberto Dimenstein, o cientista Miguel Nicolelis e o filósofo francês Pierre Lévy.

A agenda fugiu do tradicional, trazendo temas e formatos diversos, espaços de reflexão (através dos Painéis e Diálogos Criativos), interação (Open Space) e ação (Festival de Ideias). Um mix que permitiu ao participante ser realmente atuante e não apenas um expectador do evento. Vivenciamos o “lidar com o caos”, a “construção e a desconstrução”, a cocriação, a criatividade e a reflexão. O R.I.A Festival inaugurou um espaço de autoconhecimento coletivo. Todos os painéis foram estruturados no formato “aquário”: havia duas cadeiras vazias, e a todo momento alguém podia subir ao palco para interagir com os palestrantes, fazer perguntas, expor suas opiniões, o que tornou o evento ainda mais participativo e disruptivo!

O evento foi transmitido ao vivo por streaming, e quem acompanhou à distancia pode enviar suas perguntas, dúvidas e contribuições através da hashtag #riafestival. Havia um blogueiro “insider”, que levava a “voz da internet” para os palestrantes e o público presente no Auditório Ibirapuera. Além disso, um telão mostrava on-line tudo o que estava acontecendo no twitter. Foram mais de 3.000 tweetes, em dois dias de evento, proporcionando à hashtag #riafestival chegar ao 4º lugar nos assuntos mais comentados no Twitter Brasil!

A interação ia além dos painéis. Nos intervalos e Open Spaces, os diálogos continuavam aquecidos, contando, inclusive, com a participação de palestrantes como Lala Deheinzelin e Eduardo Giannetti. O som, a palavra e a imagem foram os temas dos “Diálogos Criativos”, espaços de conversas e intervenções artísticas extremamente inspiradoras. O espaço reforçou o importante papel da cultura em nossa sociedade.

A ação ficou por conta do Festival de Idéias, que aconteceu simultaneamente ao evento. Foram 21 ideias cocriadas, com a colaboração de muita gente bacana que dedicou seu tempo e conhecimento. No final, 21 idéias foram premiadas, um incentivo para que elas sejam colocadas em prática. O encerramento do R.I.A. Festival foi um momento especial, construído pelo publico! Que ocupou o palco e compartilhou as percepções, aprendizados e resultados do evento, desconstruindo o conceito de palco–platéia!

Construiu-se um grande espaço para se estar e ter idéias juntos. Deixamos fluir, trocando o medo do desconhecido pela curiosidade. Fizemos da arte um espaço de interação. Exercemos o direito de sermos nós mesmos, conscientes do grande poder e responsabilidade que é compartilhar o que temos. Cientistas nos fizeram chorar, músicos reforçaram o valor da cultura para a sociedade, pessoas se conheceram e tiveram ideias incríveis que serão levadas adiante… enfim, tivemos um encerramento construído pelos participantes, o lançamento de um livro em uma grande roda que misturava autores, organizadores, público em geral. Todos juntos, trocando conhecimento, ideias e sugestões.

A diversidade se mostrou presente nos temas abordados, no formato do evento, e principalmente no público, que tinha representantes de diversas idades, nacionalidades, classes sociais, gostos, opiniões, paixões e crenças. Todos juntos, compartilhando e enriquecendo demais aquele espaço. O evento foi um grande exercício de quebra de padrões, metodologias e formatos, interação no mais amplo sentido da palavra, e colaboração. E que estas ideias e conhecimentos que obtivemos nos dois dias de evento se transformem em ações que colaborem para que tenhamos uma sociedade melhor.

Agradecemos todos os participantes dos dois dias de evento! O sucesso deste encontro só foi possível graças a cada uma das pessoas que estiveram conosco no auditório, no streaming, nas interações via Twitter, etc., e que nos permitiram cumprir os objetivos do encontro: refletir, interagir e agir. Este livro representa nosso esforço em compartilhar com o máximo possível de pessoas os temas, os insights, as reflexões, interações e ações  que surgiram durante o evento. Desejamos que as discussões e idéias se multipliquem e sigam em frente!

Fundação Telefônica | Vivo

 

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